Danilson Silveira attended the AgriBusiness Forum 2011, held in South Africa. We contacted him to learn more about his successful business. Read full interview below.
EMRC: Como proprietário da maior
fábrica de ração animal em Cabo Verde, conte-nos um pouco da história da sua
empresa e a forma como se tornou líder de mercado. Qual é o seu volume de
negócio atual e número de colaboradores?
Danilson Silveira:
A UPRANIMAL, é uma empresa familiar criada a 5 de Janeiro
de 1995 por António Inácio da Silveira, com o objectivo de produzir e
comercializar de ração animal. Inicialmente as nossas infra-estruturas tinham apenas
a capacidade uma tonelada por hora contando apenas com seis funcionários.
Em pouco tempo, a procura pelos nossos produtos aumentou
além das expectativas, superando a capacidade da fábrica. Por esta razão, em
1998 tivémos que triplicar a nossa capacidade de produção, começando a produzir
3 toneladas de ração por hora, através da compra de novas máquinas. Contudo, a
empresa não era ainda capaz de satisfazer toda a procura e por isso decidimos
produzir mais em horários nocturno, aumentando o número de funcionários na
fábrica e trabalhando quase 24 horas por dia.
Para garantir
uma produção sustentável, decidimos em 2006 iniciar a construção de uma nova
fábrica. Começámos a usar esta nova infra-estrutura em 2008, tornando-se ao
mesmo tempo a maior fábrica de rações em Cabo Verde.
As condições de produção que existem hoje na nossa
fábrica, combinadas com a qualidade das matérias-primas que usamos, garanten um
produto de qualidade reconhecido no mercado e produzido com a mesma tecnologia
utilizada em Portugal e no Brasil.
Hoje, apesar das dificuldades de transporte entre as ilhas,
a empresa conseguiu colocar seus produtos em quase todas as regiões do país,
com quatro escritórios de vendas localizados nas ilhas de Santiago, São
Domingos, Cidade da Praia e Assomada. Temos, também, um armazém na Ilha do Fogo
que em breve será usado como uma tomada. Em S. Vicente, a UPRANIMAL é sócia na
"Primor", tendo através desta dois pontos de vendas em S. Vicente e
S. Antão.
Além de todos os
pontos de vendas e à parceria anteriormenta mencionada, a empresa também tem
vários representantes e revendedores em algumas noutras ilhas e um total de 49
trabalhadores.
O nosso volume de
negócios actual é de 2.535.092.000 €
EMRC: O que é que o faz
atingir o sucesso e o que pretende conquistar nos próximos 5 anos?
DS:
A fim de aumentar a competitividade e evitar os
obstáculos do mercado atual da empresa definiu alguns objectivos a atingir e e projectos
a concretizar com o objectivo de desenvolver o sector pecuário de Cabo Verde.
O projecto
consiste principalmente de criar parcerias com uma associação de criadores e
também com outras empresas do sector e produzir produtos de alta qualidade.
Um dos objectivos que a empresa pretende alcançar e que
aumentaria a nossa competitividade, é a importação de matéria-prima (como milho
e soja) directamente dos produtores.
EMRC:
Quais são os
principais obstáculos que enfrenta em termos de desenvolvimento de negócios
enquanto empresa Caboverdiana? Quais são as suas sugestões para melhorar o
ambiente de negócios no país?
DS:
A falta de matérias-primas, e equipamentos, no território
nacional muitas vezes estão na base de ineficiência de prestação de certos
serviços e insucesso na produção, uma vez que tudo tem que ser importado,
e com alguns constrangimento devido às tarifas alfandegárias.
Incentivar as empresas a realizar implantação de
tecnologias modernas de produção; Apoiar na instalação de fontes de produção de
energia renováveis.
EMRC: Considera importante
para as empresas Caboverdianas estar presente em eventos internacionais como os
Fóruns EMRC ?
DS:
Sem dúvida, consideramos ser extremamente importante,
pois esta é uma boa forma para se conhecer novas realidades e novos parceiros,
além de outros benefícios.
EMRC: Quão importante são os
laços e a colaboração entre os países lusófonos para empresas como a sua?
DS:
Consideramos ser de extrema importância. Cabo Verde, é um
país que depende muito do exterior e possui uma taxa de importação muito
elevada. E os países lusófonos são a nossa primeira referência, apesar de
actualmente as empresa nacionais já terem começado a desenvolver relacionais
comerciais com os países da América latina para aquisição de cereais.