No contexto do Fórum AgriBusiness que decorrerá de 16 a 19 de outubro, alguns dos nossos parceiros foram convidados a partilharem as suas ideias e opiniões, no âmbito da sua especialidade. Com aproximar-se da data de realização do Fórum iremos publicar entrevistas periodicamente para Membros e Parceiros.

EMRC:  O Fundo "AECF” actua como um mecanismo de promoção da competitividade do sector privado Africano. Porquê o enfoque no sector privado? Acredita que a iniciativa privada é a chave do desenvolvimento do continente?  

Hugh Scott: A chave para o desenvolvimento é indiscutivelmente o crescimento económico, o mais sustentado e equilibrado possível. Mas para haver crescimento é fundamental o envolvimento do poder político, o qual deve criar uma envolvente propícia ao investimento, que permita uma resposta efectiva por parte do sector privado. O Fundo AECF, incide essencialmente na promoção do sector privado em zonas rurais (onde a maioria da população pobre reside) e tem como objectivo central contribuir para a redução da pobreza através da criação de emprego e meios de subsistência para a população pobre com parcos meios de sobrevivência.

EMRC:  Porque é que considera que a "Competição” que está a lançar pode contribuir para o desenvolvimento do sector agrícola em África?  

HS: O AECF é financiado por instituições públicas doadoras (DFID, DANIDA, AusAID, IFAD, NFA etc). É por isso essencial que as linhas de financiamento sejam tornadas públicas para o sector privado através de critérios transparentes e justos. O mecanismo de competição do fundo utilizado pelo AECF vai de encontro a estes critérios. Adicionalmente, o facto de se tratar de um mecanismo de competição permite atrair um vasto número de negócios e ideias criando oportunidades de investimento muito superiores às associadas a fundos tradicionais (sem uma competição associada). 

EMRC: Qual tem sido a reacção / sucesso da abordagem inovadora do Fundo no sector agrícola em África?

HS: A resposta ao AECF tem sido excelente. Promovemos 11 competições em três anos e recebemos mais de 3,000 candidaturas elegíveis. Aprovámos financiamento a 57 empresas em 16 países de África e esperamos chegar a 80 investimentos até ao final deste ano. Apesar de ainda ser muito prematuro avaliar o impacto do Fundo podemos estimar que mais de 1milhão de pessoas beneficiaram dos investimentos do AECF em 2010.

EMRC:  Porque é que é importante para o AECF ser parceiro no Fórum EMRC AgriBusiness?  
HS: Encaramos a conferência anual da EMRC como um canal muito útil para veicular o trabalho e desafios do Fundo AECF junto da comunidade empresarial africana – os quais são o nosso público-alvo. Neste caso especifico (Evento em Joanesburgo) o timing do evento EMRC é particularmente importante, uma vez que temos três competições que vão ser lançadas "publicamente” a 15 de outubro. Trata-se da "Agribusiness Africa Competition” (aberta a ideias inovadoras no sector do agro-negócio” implementadas no continente Africano), a "South Sudan Window” (uma competição vocacionada para investimentos no Sudão Sul) e "REACT” (uma competição nos sectores da energia renovável e adaptação às mudanças climáticas – 5 países África Leste).

Todos aqueles que queiram candidatar-se podem consultar o nosso website - www. aecfafrica.org. As candidaturas vencedoras recebem entre US$250,000 e US$1,500,000 em subsídios e empréstimos (sem juros) – uma oportunidade que não pode ser perdida!